Perdi você, meu amor, assim, sem chance de fazer diferente. Entendo que não deu mais pra ficar comigo, mas confesso que a incerteza de não ter você pra mim estava acabando com meus planos mais bonitos e sinceros. O amor que construí por você foi gratuito, de cara, desde o primeiro dia, desde a primeira vez. Mas também, como não amar um ser tão especial, tão diferente, devotado e sempre pronto a me acarinhar?
Você se foi quando eu menos podia querer que fosse, foi num momento tão delicado, tão difícil, tão tão... mas tá bem.
Te vejo agora de longe, vejo suas fotos, as lembranças dos bons dias, da casa que já foi nossa, dos nossos cantos, dos nossos panos, planos, pêlos, pele e ossos.
É, minha preta, agora estou aqui, curtindo a saudade e torcendo pra que isso tudo passe logo. Mas me conforta o fato de saber que você está bem, que cresce, que esbanja saúde e exala sabedoria. Está cada vez mais linda, teu brilho é cada vez maior. Isso me é suficiente. Te amo, tá? Não esquece.
Não sei se o tempo e as circunstâncias te trarão novamente pra perto de mim, mas caso isso não aconteça, meu amor não muda, se renova todas as manhãs.
sábado, 25 de agosto de 2007
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